Continuando com a nossa série “Memória, cultura e sabores”, finalmente, chega a hora de explorarmos toda a pluralidade de Berlim através de suas delícias gastronômicas.

Como vimos no post sobre sua memória, a cidade que um dia já foi literalmente dividida por um muro, hoje, é ponto de encontro de inúmeras culturas. Essa característica, obviamente, também se estende ao cenário gastronômico de Berlim, onde, além dos pratos tipicamente alemães, delícias dos quatro cantos do mundo também são facilmente encontradas.

Dizer que a cidade não é o lugar certo para provar comida alemã seria um tanto quanto injusto, porém, vale ressaltar que Berlim é, também, o lugar certo para provar os diferentes sabores do mundo sem sair da cidade. Seja sua preferência um bom restaurante asiático, um tradicional e alemão currywurst ou até mesmo o típico “sanduíche” berlinense de origem turca conhecido como döner kebap, aqui você pode provar, praticamente, de tudo. E, sim, a cidade oferece muitas opções veganas. Podemos encontrar, no mínimo, uma versão vegana para cada tipo de comida, além, é claro, das originalmente veganas, como falafeis e alguns pratos asiáticos, por exemplo.

Culinária de Origem Turca

Após a Segunda Guerra, o volume da mão de obra alemã não estava sendo suficiente para dar conta da crescente produção que a Alemanha Ocidental vivia. Em 30 de outubro de 1961, houve um acordo com a Turquia que previa que o país pudesse exportar mão de obra para Alemanha. Desde então, os turcos representam o maior grupo de imigrantes em território alemão e, por isso, podemos dizer que sua contribuição local vai muito além de construções físicas, mas, também, através dos hábitos alimentares, por exemplo.

Döner Kebap: O espeto giratório (ou churrasco grego, como é conhecido no Brasil) é uma comida de origem turca que foi adaptada para agradar o paladar alemão. Sua forma de “sanduíche” com molhos especiais e saladas, além do churrasco de espeto, é originalmente berlinense, porém, hoje, é um dos fast-foods mais populares do país inteiro. Para os vegetarianos, a dica é pedir um gemüsekebap no famoso Mustafas, localizado no descolado bairro de Kreuzberg.

Falafel: Também do Oriente Médio, o falafel pode ser encontrado frequentemente nas mesmas lanchonetes que vendem o famoso Döner Kebap. O bolinho de grão de bico, por si, é vegano e pode permanecer vegetariano a depender dos acompanhamentos. Assim como o Döner Kebab, o falafel frequentemente é acompanhado de molhos e saladas ensanduichados em pão sírio.

Culinária Tradicionalmente Alemã

Não é segredo pra ninguém que a salsicha é algo extremamente popular na Alemanha. O fácil armazenamento dos embutidos bem como seus longos prazos de validade são fatores convenientes para o país de clima predominantemente frio. Embora a modernidade e a privilegiada situação financeira do país nos dias atuais já permitam o cultivo e importação de alimentos que um dia alemães jamais sonhariam em comer, os embutidos seguem, culturalmente, como parte dos principais pratos da Alemanha.

Currywurst: Muitas cidades afirmam ter criado o currywurst. Os berlinenses, por sua vez, afirmam que o prato tenha sido inventado por Herta Heuwer, no bairro de Charlottenburg. A salsicha com curry é comumente acompanhada de pão e/ou batata frita, que geralmente são “temperados” com ketchup e maionese.

Berliner: É difícil afirmar a origem do pãozinho doce cuja forma e sabor da massa se assemelham ao nosso sonho, porém, o mesmo não poderia faltar na lista devido ao seu nome popular de Berliner (berlinense, em alemão). Diferentemente do sonho brasileiro, nele, o recheio mais comum é o de geléia de frutas vermelhas.

Culinária Asiática

Além das citadas acima, a culinária asiática também se faz bastante presente em Berlim. São diversas opções de restaurantes espalhados pela cidade. Separamos dois dos pratos mais típicos e populares por aqui:

Pho: O Pho é um dos pratos vietnamitas mais populares em Berlim e no mundo. Embora seu nome signifique originalmente “noodles de arroz”, hoje, o termo se refere à sopa por completo que, além do “macarrão”, brotos de feijão e ervas frescas são acrescidos ao caldo. Fica a critério do cliente escolher entre carne vermelha, de frango ou tofu como proteína.

Pratos à base de leite de coco: São várias as opções disponíveis, um exemplo desse estilo de comida é o Ca Ri Nuoc Dua Xao. Nele, curry (vermelho, amarelo ou verde), especiarias, vegetais e, a depender do ciente, carne vermelha, branca ou tofu são cozidos no leite de coco, formando uma base líquida, cremosa e bem saborosa. Na maioria dos casos, ao optar pelo tofu como proteína, você já estará escolhendo uma refeição vegana, uma vez que a base de leite de coco com especiarias, em sua maioria, não possui nenhum ingrediente de origem animal.

Obs.: Recomendamos sempre verificar os ingredientes no cardápio caso possua alguma restrição alimentar.

Gostou de conhecer Berlim conosco através de sua memória, cultura e sabores? Conte pra gente nos comentários o que mais gostou. Para mais informações, fale com a gente através do contato@bordejo.com 🙂

Que Berlim é uma cidade incrível você já sabe, mas que ela fica bem próxima de outras cidades bem bacanas talvez seja novidade. Você pode ir de carro, trem ou, até mesmo, ônibus. Selecionamos quatro cidades próximas de Berlim para você conhecer.

Hamburgo

A cidade de Hamburgo é uma das nossas preferidas em toda a Alemanha. Além de belíssima, ela já foi eleita como uma das melhores cidades do mundo para se viver. O local já foi invadido inúmeras vezes pelos vikings dinamarqueses no passado e funciona como zona portuária há muito tempo. A arquitetura da região é realmente impressionante. Além da moderna Filarmônica na beira do rio Elba, onde você pode subir gratuitamente para apreciar o belo pôr do sol, ainda existe a prefeitura da cidade, que é também muito bonita. A antiga região dos galpões do porto conserva a marca da arquitetura local, que são os tijolinhos aparentes. Hamburgo tem charme, história e sofisticação de sobra. Você certamente vai se surpreender.

Potsdam

Potsdam, que fica bem pertinho de Berlim, é conhecida por seus belos palácios. A cidade já foi residência de alguns reis da Prússia e, por isso, conserva muita beleza e história. Um de seus marcos foi ter sediado, em 1945, a Conferência de Potsdam, que reuniu os líderes dos principais países vitoriosos da Segunda Guerra Mundial. Além disso, o complexo de palácios da cidade pertence ao Patrimônio Mundial da UNESCO e os mais famosos são o Sanssouci, o Neue Palais e o Cecilienhof.

Dresden

Dresden, ou a Florença do Elba, já foi residência dos reis da Saxônia e, também por isso, possui um legado de beleza e cultura. O rio Elba também corta a cidade e, do terraço de Brühl, você pode apreciar sua bela vista. Não deixe de conhecer o Zwinger (ou o antigo palácio das laranjeiras), o palácio da cidade e o belíssimo “Cortejo da Cavalaria”, feito inicialmente com a técnica de sgraffito e, atualmente, transformado em porcelana. Não se esqueça de visitar a loja da Porcelana de Meissen, que é muito tradicional por lá. Bem próximo de Dresden foi criada a primeira porcelana branca da Europa, que antes disso existia apenas na Ásia. Além de tudo isso, a cidade foi severamente marcada pelos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial e algumas de suas marcas podem ser vistas na Frauenkirche. Essa igreja foi reconstruída tempos depois do fim da guerra e várias partes da estrutura original foram usadas em sua reconstrução, deixando as marcas que não podem ser esquecidas.

Lübbenau

Esta pequena cidadezinha nos arredores de Berlim vai te surpreender pela beleza e imersão na natureza. Aqui é possível desfrutar de uma (ou várias) cervejas com os amigos num dia de sol, na beira de um dos vários canais da região. Você pode alugar um caiaque ou fazer um passeio de barco, no qual o condutor te leva para conhecer a cidadezinha. O clima em meio à natureza é delicioso! É possível observar vários animais em seu habitat natural: pássaros diversos como patos, gansos e tantos outros. As famílias de moradores locais e turistas transmitem o clima de férias do local. A aventura é imperdível!

 Agora que você já sabe quais cidades visitar, pode começar a planejar sua próxima viagem. Nós te ajudamos nas compras das passagens de trens, personalizamos seu roteiro, realizamos passeios guiados pelas cidades e muito mais! Conte conosco para que sua viagem seja repleta de boas lembranças.  

Dando continuidade à nossa série “Memória, cultura e sabores”, hoje, vamos abordar os aspectos culturais da cidade que sabe o verdadeiro significado do que chamamos de integração cultural. A presença da Alemanha nos capítulos históricos da arte clássica aliada à recente abertura ao novo (principalmente encabeçada pela capital do país) garantem a Berlim uma posição bastante ativa no cenário artístico mundial. A cidade parece saber que as diferenças culturais agregam à criatividade artística e, por isso, hoje, além de produzir, importa arte e artistas do mundo todo.

Do erudito à arte de rua, Berlim oferece atrações para todos os gostos e bolsos. Separamos alguns pontos que, juntos, provam toda essa diversidade. Vale a pena conhecê-los:

Pelo bairro de Mitte

O bairro mais central da cidade abriga seus principais museus e instalações artísticas, como a Ilha dos Museus e o Staatsoper, por exemplo. A casa de ópera da companhia Staatsoper Berlin, localizada na famosa Unter den Linden, é um dos espaços dedicados à arte mais antigos de toda Alemanha. Atualmente, o teatro exibe peças de concerto, óperas e balés (clássicos e contemporâneos). Além de sua casa principal, a companhia ainda exibe outros espetáculos no Deutsche Oper Berlin, localizado no bairro de Charlottenburg.

Ainda por Mitte e pelas artes clássicas, não podemos deixar de citar a Filarmônica de Berlim. Considerada uma das melhores orquestras do mundo, a Filarmônica possui sua própria casa de concerto localizada próximo à Potsdamer Platz, bem ao lado do Tiergarten. A arquitetura do teatro também é um espetáculo à parte. A moderna estrutura de formato um tanto quanto diferente, projetada por Hans Scharoun, garante ao público a melhor acústica que a arquitetura contemporânea poderia oferecer.

Por Prenzlauer Berg

O novo e o velho coabitam em perfeita harmonia no bairro em que a população majoritariamente jovem reside nos antigos prédios sobreviventes aos bombardeios. Por se localizar em uma área menos afetada pela guerra, a arquitetura antiga ainda prevalece no bairro, ao passo em que a população jovem recheia as construções e esquinas com muita arte e modernidade. Se ficar preso à uma única atração dentro de um ambiente formal e fechado não é muito a sua praia e, ao invés disso, você prefere relaxar ao ar livre enquanto aprecia inúmeras apresentações artísticas ao mesmo tempo, talvez o Mauerpark seja o lugar certo pra você. Descolado demais pra limitarmos ao rótulo de “jovem”, o espaço é ponto de encontro para públicos e artistas de todos os tipos e idades. Além de músicas, danças e performances, rola um mercado a céu aberto bem diversificado, onde você encontra comidas e bebidas (tradicionais ou veganas), além de diversos artigos de brechó, como câmeras antigas, roupas, discos, objetos de decoração etc. Importante dizer também que todas essas atrações podem ser experienciadas durante os domingos de primavera, verão e outono e, mais confortavelmente ainda, em dias de sol.

Pelo bairro de Kreuzberg

Não há como falar de cenário alternativo sem falar sobre Kreuzberg. O que antes era considerado apenas como um bairro pouco afastado do centro, hoje, é praticamente uma galeria a céu aberto. Por estar localizado na antiga parte de Berlim pertencente aos Estados Unidos (durante a Alemanha dividida no pós-guerra), o bairro serviu, através de seus habitantes, como grande porta de entrada para a globalização cultural, justificando, assim, a pluralidade artística do local. Aqui, você encontra famosos grafites espalhados por muros e paredes, entre eles uma obra dos brasileiros “Gêmeos”, intitulada “yellow man”.

Por Friedrichshain

Leu nossa matéria sobre a história de berlim e vai conhecer o East Side Gallery? Então aproveita e dá uma passadinha num espaço bem legal, não muito longe dali. O Urban Spree, espaço de 1700 m² dedicado à cultura urbana, é um mix de exposições, instalações artísticas, oficinas, concertos, loja de arte e um grande Biergarten. Com ambiente descontraído e uma curadoria bem bacana, é um excelente local para quem quer mergulhar em arte de maneira informal, porém, sem perder qualidade.

Gostou de nos acompanhar nessa viagem cultural? Quer conhecer tudo isso e muito mais pessoalmente? Fale com a gente através do contato@bordejo.com. Nós teremos prazer em te guiar! 🙂

Hoje, iniciamos nossa série de 3 matérias que visam trazer a essência da cidade através de sua memória, cultura e sabores. Se você gosta de história e quer conhecer Berlim, essa matéria é pra você!

Berlim é uma cidade que renasce a cada desafio histórico. A prática de aprender com os erros do passado a fim de não repeti-los é constantemente renovada na cidade que reúne história, diversidade cultural, conservadorismo e progressismo em convivência pacífica via de regra.

A cidade que já foi literalmente divida por um muro, hoje, abraça a integração de diferentes nacionalidades, culturas, crenças e religiões. Toda essa mistura cultural, claro, se transforma em matéria-prima riquíssima para o que chamamos de produção criativa, seja ela aplicada nas artes propriamente ditas ou incorporada aos deliciosos pratos servidos pelos restaurantes e lanchonetes da cidade. 

Com cicatrizes adquiridas ao longo de três grandes guerras (1ª Guerra Mundial, 2ª Guerra Mundial e Guerra Fria), pode-se dizer que Berlim respira história. Só de museus e memoriais, juntos, são mais de 170 espalhados pela cidade. Dentre eles, nós escolhemos alguns que não podem faltar no seu roteiro de viagem.

Ilha dos Museus

Como falar sobre museus sem falar da ilha “dedicada” a eles? Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1999, a Ilha dos Museus é parada obrigatória para quem não abre mão de programas histórico-culturais. Localizada no Rio Spree, a ilha comporta 5 museus mundialmente renomados: 

Museu Antigo (Altes Museum) – O mais antigo de seus vizinhos, construído na primeira metade do século XIX, abrigava inicialmente objetos da Realeza Prussiana. Hoje, o museu exibe peças da Grécia e Roma antigas.

Museu Novo (Neues Museum) – O museu reúne 9.000 objetos distribuídos por três grandes coleções históricas. Aqui, você viaja no tempo ao explorar a história da Europa e do Oriente Médio desde a Idade da Pedra até a Idade Média. Além do Busto de Nefertiti, atração principal do museu, a coleção de antiguidades egípcias ainda exibe várias outras peças que vão desde esculturas a uma enorme coleção de obras literárias, inclusive em papiro.

Antiga Galeria Nacional (Alte Nationalgalerie) – Também construído na segunda metade do século XIX, o museu chama bastante atenção devido à sua aparência altamente inspirada em templos antigos, valorizando suas imponentes colunas e escadarias. Aqui, você contempla obras do Classicismo ao Romantismo.

Museu Bode (Bode-Museum) Construído entre o final do século XIX e início do século XX, o museu carrega o nome de seu criador Wilhelm von Bode. Nele, podemos contemplar a Arte Bizantina, além de uma vasta coleção de moedas.

Museu Bode

Museu Pergamon (Pergamonmuseum) – Caçula, o mais novo dos museus já ocupa o posto de mais famoso da cidade. Seu nome faz referência ao Altar de Pérgamo (antigo templo grego construído para Zeus). Nele, você pode contemplar esculturas em tamanho real de algumas das principais construções da antiguidade, como o Portão do Mercado de Mileto, a Porta de Ishtar, a Fachada de Mshatta, além, é claro, do próprio Altar que dá nome ao museu.

Fora da Ilha dos Museus, a Topografia do Terror merece destaque pela sua importância histórica e social, principalmente se levarmos em consideração a crescente força da extrema direita na Alemanha e em outros países do mundo. Em 2010, em comemoração aos 65 anos do fim da Segunda Guerra, o local que havia assistido, entre 1933 e 1945, à tortura de mais de 15 mil opositores do governo nazista renasce como uma importante exposição de oposição ao horror. É impossível não se emocionar diante de tantos documentos e fotos que denunciam o verdadeiro terror vivido pelas vítimas do nazismo.

Topografia do Terror

Além dos Museus, os Memoriais se fazem bem presentes pela cidade, cumprindo bem o papel de reflexão sobre os erros do passado. Bem próximo ao Portão de Brandemburgo, você pode conhecer três memoriais que remontam o mesmo período, o da Alemanha nazista.

Memorial aos Judeus Assassinados da Europa – Maior dos três e inaugurado em 2005, o memorial propõe um espaço aberto de reflexão. A sensação de caminhar por entre os blocos é bem diferente da sensação que se tem ao observar a construção de fora. Ser “engolido” pelas construções robustas e padronizadas ao passo em que se perde a vista do horizonte, do futuro, da vida, da esperança é uma experiência, sem dúvida, bem intensa.

Memorial aos Judeus Assassinados da Europa

Memorial aos Homossexuais Perseguidos pelo Nazismo (Denkmal für die im Nationalsozialismus verfolgten Homosexuellen) Partindo do Memorial dos Judeus, do outro lado da rua, você encontra o Memorial dos Homossexuais Perseguidos pelo Nazismo. Construído em 2008, tinha como objetivo homenagear lésbicas e gays perseguidos e assassinados pelo governo nazista. Embora o nome do memorial se limite a “homossexuais”, a gente sabe (ou deveria saber) que as demais minorias discriminadas a partir da orientação sexual e/ou identidade de gênero devem ser igualmente lembradas. A construção é composta por um bloco único, semelhante ao do Memorial dos Judeus, com uma janelinha de vidro que nos permite assistir a um beijo homossexual, reproduzido em uma pequena tela.

Memorial aos Homossexuais Perseguidos pelo Nazismo

Memorial aos Sinti e Roma assassinados pelo nazismo (Denkmal für die im Nationalsozialismus ermordeten Sinti und Roma Europas)Construído em 2012, o Memorial homenageia os povos Sinti e Roma, popularmente conhecidos como Ciganos, que também foram perseguidos e assassinados pelo regime nacional-socialista. O memorial consiste em um tanque de água circular, calmo e silencioso, que exibe uma flor bem no meio, apoiada em uma estrutura sólida triangular.

Biblioteca Submersa (Versunkene Bibliothek)Em 1933, membros da união estudantil nazista alemã realizaram a primeira grande queima de livros, destruindo importantes obras da literatura. Livros de autores como Stefan Zweig, Heinrich Heine, Karl Marx e Kurt Tucholsky foram completamente queimados. Desde 1995, o memorial “Versunkene Bibliothek”, de Mischa Ullmann, nos lembra de tal episódio. A instalação é composta por prateleiras vazias que podem ser vistas a partir de um vidro transparente no chão, bem ao lado da citação de Henrich Heine, de 1820, que diz: “Isso foi apenas o começo; onde queimam-se livros, logo queimam-se pessoas”.

East Side Gallery – Localizada às margens do Spree e com 1316 metros de comprimento, a galeria ao ar livre é o “pedaço” contínuo mais longo do Muro de Berlim ainda de pé. Imediatamente após a queda do muro, 118 artistas de 21 países começaram a pintar a East Side Gallery, que assumiu oficialmente a função de galeria a céu aberto em setembro de 1990. Cerca de um ano depois, recebeu o status de memorial protegido.

Checkpoint Charlie – O Checkpoint Charlie remonta um dos antigos pontos de travessia (entre Berlim Oriental e Berlim Ocidental) utilizados durante a Guerra Fria. Ele não foi apenas local de “travessia pacífica”, mas também testemunha de inúmeras tentativas de fuga que ocorriam do lado Oriental para o lado Ocidental. Uma exposição ao ar livre conta algumas dessas histórias, umas de falhas e outras de sucesso.

Checkpoint Charlie

Gostou de nos acompanhar nessa viagem histórica? Quer conhecer tudo isso e muito mais pessoalmente? Fale com a gente através do contato@bordejo.com. Nós teremos prazer em te guiar! 🙂